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Em Tempos de Crise

Vivemos um tempo de muita crise em nossa nação e isto não é novidade para ninguém. A crise abrange as áreas: econômica, social, política e moral.

Como os pastores devem se portar diante de uma realidade tão difícil? Não se pode fechar os olhos e achar que não tem nada haver com a igreja, pois os reflexos no seio da mesma são patentes e fáticos. Não podemos  maquiar com uma falsa realidade em nome da fé que temos, pois a cada dia se contempla irmãos perdendo o emprego, empresas fechando as portas e as condições de vida cada vez mais críticas.

Este tempo também se constitui um desafio para os ministros de Deus para buscarem alternativas que visem o crescimento do Reino mesmo em uma grande tempestade como esta que passa o nosso Brasil, pois Deus será sempre conosco e o seu reino não pára por causa das crises. No entanto o que fazer? Como se comportar? Recuamos? Esperamos a crise passar ou enfrentamos a realidade como se apresenta? Creio que a resposta para estas e outras perguntas que surgem na vida de um pastor no tempo de crise, se encontra em um texto que evidencia atitudes que devemos ter para enfrentar esses tempos no ministério pastoral. Exatamente no livro de Lamentações capítulo 3 destacam-se essas atitudes e que nos leva a sempre trazê-los à memória quando enfrentamos as crises.

A primeira atitude é a realidade da misericórdia do Senhor (v.22) que não tem fim e que se renova a cada manhã, por isso não podemos deixar de acreditar que apesar de tudo permanecemos debaixo de sua misericórdia.

A segundo atitude é a realidade  da fidelidade do Senhor (23) que faz parte de sua natureza. Deus é fiel e não pode negar-se a si mesmo. Ele não muda e isto faz com que a esperança seja algo que permeie de forma imbatível a nossa mente. Deus sempre estará comprometido em cumprir com sua palavra.

A terceira atitude é a realidade da intervenção de Deus (24-26). Esperar em Deus, permanecer em silencio e aguardar a sua ação no momento certo nos leva neste tempo a descansar na certeza do agir de Deus e que está no controle de tudo. A murmuração no tempo de crise cega o nossos olhos para o mover do Espírito.

A quarta atitude é a realidade do quebrantamento (29). Por a boca no pó era um gesto de humilhar-se, de dependência somente de Deus. Esse é um tempo que Deus nos leva de volta ao pó para nos fazer entender de onde nós viemos.  Que sem Ele nós não avançamos e nada podemos fazer.

A quinta atitude é a realidade da mansidão (30). Exercer a mansidão em um tempo de crise não é nada fácil, mas que é necessário para um pastor. Agir e responder com amor, carinho, gentileza com as ovelhas e colegas é preponderante para o aperfeiçoamento ministerial e pessoal no tempo em que a pressão é mais forte.

O sexto passo é a realidade da compaixão (32-33). A compaixão de Deus mostra um amor incondicional pelo homem. Em outro sentido é como o amor de uma mãe pelo seu filho que está disposta a qualquer sacrifício para ver o seu filho bem. Portanto neste tempo de crise Deus está agindo mesmo que não percebamos em favor dos seus para prover tudo que precisam.

Meus amados e preciosos pastores, os desafios de um ministério pastoral sempre serão grandes em qualquer tempo, porém se intensificam quando as crises são maiores. Todavia nada que seja tão grande e intenso que não possamos atravessar e vencer com a manifestação gloriosa do poder de Deus.

Que o Senhor renove nossas forças e nos revista com o seu poder!!!

Seu conservo,

Pr. Marco Aurélio de Oliveira.